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08, 2009
Fonte: Jornal Valor Econômico

Gestores ajustam estratégias e controles ao cenário

image Para se ajustar ao novo cenário, o Credit Suisse separou as áreas de gestão de fundos long/short e de ações, conta o sócio para a área de relações institucionais, Luis Vicente d’Amato.
Outra medida foi reduzir o risco da carteira long/short. “O fundo era muito agressivo, perfil que não estava funcionando porque o investidor brasileiro ainda é muito imediatista”, diz.

As apostas agora são feitas com mais convicção, além de terem um horizonte mais curto, afirma. Há também um cuidado maior com a posição vendida (que aposta na baixa), a fim de garantir proteção para a carteira. Depois de o CSHG Strategy LS amargar perdas de 21,23% em 2008, 11,52% apenas em outubro, ele acumula ganho no ano de 7,08% até o dia 24 de agosto, ante 6,73% do CDI.

As maiores perdas dos long/short no ano passado vieram do risco direcional de bolsa, diz Glauco Cavalcanti, do Credit Suisse. Como as três carteiras da casa têm viés neutro, tiveram retornos de 7,09% (57% do CDI) a 7,89% (64% do CDI), dependendo do perfil.

A Nest Investimentos só olha ações de maior liquidez. Assume risco direcional de bolsa, até o limite de 15%, mas, diferente da maioria, pode apostar na queda. Isso garantiu o resultado de seu fundo, o Mile High, no ano passado, que rendeu 29,6%. Segundo o sócio Felipe Prata, outro diferencial é que as operações só são montadas depois dos primeiros movimentos dos preços. “Se a queda de juros deve favorecer empresas de consumo, só começamos a fazer nossas apostas depois que essas ações começam a subir”, explica. “Perdemos a primeira onda, mas buscamos uma certeza maior antes de fazer a alocação.”