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Abr 27, 2009
Fonte: IstoÉ Dinheiro

Ranking IstoÉ Dinheiro - Fundos de Ações

Especial Fundos 2009 image

Por Onde Passa o Risco

Fundos de ações atraem e assustam os investidores individuais e mostram as vantagens da diversificação das carteiras

Algumas pessoas gostam de fortes emoções e não se importam de correr riscos demasiados. Que o digam os mais de 500 mil investidores individuais que foram ver de perto o que é que a BM&FBovespa tem. Muitos exageraram na compra das ações quando o mercado estava subindo, no primeiro semestre de 2008, e entraram em pânico após a explosão final da bolha do crédito imobiliário dos Estados Unidos, no segundo semestre. Nos últimos 12 meses,
período de referência deste guia, o Ibovespa perdeu quase 33%. O IBX caiu 31%. Nesses momentos de crise, os fundos de ações, que investem em papéis de várias empresas e setores, mostram quão importante é a diversificação. Todos os 30 melhores selecionados pela Tag Investimentos tiveram desempenho superior aos do Ibovespa e do IBX.
Nas últimas semanas, os investidores estrangeiros voltaram a apostar no Brasil e a bolsa recuperou parte do terreno perdido. O Ibovespa subiu cerca de 20% e superou a casa dos 40 mil pontos, num sinal de bom agouro para 2009. “A crise já bateu no fundo do poço. O pior já aconteceu”, avalia Marcos Duarte, sócio da gestora Polo Capital, do Rio de Janeiro. A Polo, batizada em homenagem ao aventureiro Marco Polo, tem dois fundos de ações campeões no ranking da DINHEIRO (veja tabela), que pondera o retorno e o risco das carteiras. Segundo Duarte, eles aproveitaram a queda espetacular dos preços para comprar ações do setor habitacional, como as da Inpar, e de telecomunicações, como as da Telemig. Papéis de bancos médios também entraram na mira da Polo. “A depreciação dos bons ativos é uma oportunidade muito boa na qual apostamos”, diz o gestor. O toque final, que fez uma boa diferença na rentabilidade, foi a compra de títulos de renda fixa corporativa. A Gap Investimentos, também carioca, é outra que aposta no diferencial dos setores habitacional e elétrico. O primeiro recebe forte estímulo do governo. O segundo paga bons dividendos. “As incorporadoras serão beneficiadas pelo pacote habitacional, pela demanda reprimida por habitação popular. E as elétricas têm fluxo de caixa previsível e dividendos interessantes em tempos de juros em queda”, afirma Ivan Guetta, gestor de renda variável da Gap. Não é à toa que vários fundos da seleção da DINHEIRO são especializados em energia e dividendos. Na maioria, os retornos em 12 meses ainda estão negativos, ainda que não tão vermelhos como o Ibovespa. Se os gestores estiverem certos, esses fundos vão sair da lama antes dos outros em 2009.

O RANKING DOS FUNDOS DE AÇÕES